05
set
17

PM vítima de homofobia

PM vítima de homofobia de colegas é retirado de batalhão: ‘Luz no fim do túnel’

Soldado gravou um vídeo após ‘temer pela vida’. Secretaria de Segurança Pública acompanha o caso.


Por G1 Santos

05/09/2017 05h14 Atualizado há 4 horas

Soldado gravou vídeo dentro de batalhão dizendo ser vítima de tortura pela PM em São Vicente, SP

Soldado gravou vídeo dentro de batalhão dizendo ser vítima de tortura pela PM em São Vicente, SP

O soldado da Polícia Militar Adriell Rodrigues Alves Costa, de 35 anos, que denunciou tortura, assédio e homofobia no 39º Batalhão da Polícia Militar, em São Vicente, no litoral de São Paulo, foi retirado da unidade. Após depoimento na Corregedoria, ele se apresenta nesta terça-feira (5) ao comando do policiamento.

Um vídeo gravado pelo soldado no último fim de semana repercutiu na internet. “Se algo acontecer com a minha vida, com a minha integridade física, a responsabilidade é do comandante do batalhão, da Polícia Militar e do estado, que nada fizeram para apurar as minhas denúncias”, afirmou na gravação.

Na segunda-feira (4), ele prestou depoimento na Corregedoria da PM, em São Paulo. Ao sair de lá, o policial foi informado de que deveria se apresentar novamente no 39º Batalhão, onde está lotado há pouco mais de um ano. “Eles me disseram que não tinham o poder de me tirar de lá, mesmo eu argumentando”.

Horas depois, porém, Adriell recebeu uma notificação de que, em vez de voltar ao batalhão que é alvo das denúncias, deveria se apresentar na sede do 6º Comando do Policiamento do Interior, em Santos, responsável pelas regiões da Baixada Santista e Vale do Ribeira. “Agora, começo a ver luz no fim do túnel”.

Apesar da mudança, o soldado, que é policial há nove anos, ainda teme pelo que pode acontecer. “Eu venho registrando denúncias há mais de um ano, e só agora, depois que eu fiz o vídeo, eles pararam para me escutar. Eu ainda não sei qual vai ser o meu futuro, não sei se serei preso, temo pela minha segurança”.

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou, por meio da assessoria de imprensa, que o policial prestou depoimento na Corregedoria da Polícia Militar para tratar das denúncias citadas no vídeo. Entretanto, não detalhou se o soldado será transferido em definitivo do 39º Batalhão, localizado em São Vicente.

Soldado Costa gravou um vídeo pedindo ajuda dentro do 39º BPMI (Foto: Reprodução) Soldado Costa gravou um vídeo pedindo ajuda dentro do 39º BPMI (Foto: Reprodução)

Soldado Costa gravou um vídeo pedindo ajuda dentro do 39º BPMI (Foto: Reprodução)

Denúncias

Soldado Costa afirma ser vítima de assédio moral, tortura física e psicológica e homofobia do comando, de oficiais e de colegas lotados no 39º Batalhão. Ele afirmou que, ao longo de um ano, remeteu denúncias aos superiores, à Ouvidoria da PM e até à Corregedoria que, segundo o policial, foram sempre ignoradas.

Após prestar concurso, passou a trabalhar no 24º Batalhão, em Diadema, e depois em Mauá, ambos na Região Metropolitana de São Paulo. Em 2011, ele foi atropelado enquanto trabalhava, teve as mãos lesionadas e, desde então, passou a atuar em funções administrativas nas unidades de polícia.

Em 2016, ele pediu transferência a São Vicente, já que mora no litoral. “Fui mal recepcionado pelo comandante do batalhão. Ele me disse que eu era um peso morto, que não servia para a unidade, porque já vinha com restrições”. O problema se agravou quando o médico do CPI o liberou para todas as funções.

Na unidade, ainda conforme o soldado, ele foi obrigado a trabalhar em obras, carregar latas e madeira, além de entulho. As atividades ocasionavam dor e o forçavam a procurar o pronto-socorro rotineiramente. “Eu recebia atestados, mas não eram aceitos na unidade. Por isso, eu respondi por vários procedimentos”.

Se não bastasse, Costa diz ainda ser vítima de preconceito e perseguição por ser homossexual. “Eu escutei de um cabo que eu tinha que ‘virar homem’. Ele me disse: ‘Você não é homem. Você não está agindo como um homem’. Decididamente, um inferno começou na minha vida quando vim para a Baixada [Santista]”.

“Eu temo, a qualquer momento, que possam dizer que eu cometi um crime ou fiz algo errado. É um sistema no qual o poder está concentrado na pessoa que eu acuso. Se juntarem dois ou três, e eles falarem que eu fiz algo, é a palavra deles contra a minha. Por isso, a gravação do vídeo, foi meu último recurso”.

6º Comando do Policiamento do Interior é responsável pela PM na Baixada Santista (Foto: Reprodução/TV Tribuna) 6º Comando do Policiamento do Interior é responsável pela PM na Baixada Santista (Foto: Reprodução/TV Tribuna)

6º Comando do Policiamento do Interior é responsável pela PM na Baixada Santista (Foto: Reprodução/TV Tribuna)

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01
set
17

Piloto fez foto que mostra avião sob eclipse solar? Não é verdade!

Montagem tem sido compartilhada na web após fenômeno. Foto original, que não exibe avião, já é por si só uma composição artística.

Piloto fez foto que mostra avião sob eclipse solar? Não é verdade!


Por Roney Domingos e Fábio Tito, G1

01/09/2017 06h01 Atualizado há 4 horas

Circula pelas redes sociais uma fotografia atribuída a um piloto da British Airways que mostra um avião sob um eclipse solar, como o ocorrido em 21 de agosto. A mensagem diz que a fotografia foi tirada na ocasião do fenômeno. Não é verdade.

Trata-se de uma montagem. A imagem que serviu de base para a montagem está disponível no banco de imagens Shutterstock.

 (Foto: Arte/G1)  

(Foto: Arte/G1)

Curiosamente, a foto original já é uma composição artística, em que foi feito o uso do Photoshop. Nela, no entanto, não consta nenhum avião.

De acordo com a Shutterstock, o autor da imagem diz que as as nuvens são reais e foram feitas a partir de um avião. Já a imagem do sol foi feita pela Nasa em 2010 e obtida no site da agência americana. Os raios de sol e o cintilado em torno do sol foram produzidos por meio do Photoshop. Tudo foi composto pelo artista.

Imagem sobre o eclipse solar que circula no Facebook (Foto: Reprodução/ Facebook) Imagem sobre o eclipse solar que circula no Facebook (Foto: Reprodução/ Facebook)

Imagem sobre o eclipse solar que circula no Facebook (Foto: Reprodução/ Facebook)

Veja o que diz a mensagem que circula na web:

Foto do piloto da British Airways tirada no momento do recente eclipse solar, 21/08/17. Outro avião fazia o mesmo percurso sobre o Oceano Atlântico.

É ou não é?’, seção de fact-checking (checagem de fatos) do G1, tem como objetivo conferir os discursos de políticos e outras personalidades públicas e atestar a veracidade de notícias e informações espalhadas pelas redes sociais e pela web. Sugestões podem ser enviadas pelo VC no G1, pelo Fale Conosco ou pelo Whatsapp/Viber, no telefone (11) 94200-4444, com a hashtag #eounaoe (caso prefira, a hashtag pode ser enviada logo após a mensagem também!)

21
ago
17

Monalysa Alcântara, do Piauí, é eleita Miss Brasil 2017

Estudante de 18 anos é a terceira negra a vencer o concurso. Ela representará o Brasil no Miss Universo.


Por G1

20/08/2017 00h28 Atualizado 20/08/2017 07h42

A candidata do estado do Piauí, Monalysa Alcântara, é a Miss Brasil 2017 (Foto: Reprodução / BE Emotion / Facebook) A candidata do estado do Piauí, Monalysa Alcântara, é a Miss Brasil 2017 (Foto: Reprodução / BE Emotion / Facebook)

A candidata do estado do Piauí, Monalysa Alcântara, é a Miss Brasil 2017 (Foto: Reprodução / BE Emotion / Facebook)

A candidata do estado do Piauí, Monalysa Alcântara, foi a vencedora do concurso Miss Brasil 2017, realizado na noite deste sábado (19) no Teatro Vermelhos, em Ilhabela, litoral de São Paulo.

A nova Miss Brasil tem 18 anos e é estudante de administração. Ela venceu outras 26 candidatas e irá representar o país no Miss Universo. Monalysa é a terceria negra a vencer o concurso. Em 2016, a vencedora foi a candidata do estado do Paraná, Raissa Santana, segunda negra a ganhar a competição.

Em segundo lugar, ficou a modelo e estudante de gestão financeira Juliana Mueller, de 25 anos, representante do Rio Grande do Sul. A terceira colocada foi a também modelo e estudante de engenharia de produção Stephany Pim, 23 anos, que representou o Espírito Santo.

Monalysa Alcântara tem 1,77 m, 57 kg, cintura 69 cm, quadril 95 cm e busto 87 cm.

16
ago
17

Elza Soares no auge do sucesso aos 80 anos

‘Quando eu ficar mais velhinha, eu descanso’, diz Elza Soares, aos 80 anos

Cantora se apresenta em SC no domingo (20). G1 aproveitou frases de músicas do último álbum, ‘Mulher do Fim do Mundo’, para descobrir a visão de mundo da cantora.


Por Mariana de Ávila, G1 SC

16/08/2017 06h01 Atualizado há 3 horas

Elza Soares se apresenta em Florianópolis no dia 20 de agosto (Foto: Charchar/Divulgação) Elza Soares se apresenta em Florianópolis no dia 20 de agosto (Foto: Charchar/Divulgação)

Elza Soares se apresenta em Florianópolis no dia 20 de agosto (Foto: Charchar/Divulgação)

“Quando eu ficar mais velhinha, eu descanso”, diz Elza Soares, aos 80 anos. Desde outubro de 2015, já fez mais de 60 shows na turnê a “Mulher do Fim do Mundo”, dentro e fora do país. Ao G1, a cantora falou sobre sua visão de mundo através de trechos de músicas do último álbum (veja abaixo e escute as canções).

“Não tenho o que fazer em casa. Se eu descanso, não tenho sucesso. Daí não tem show. Não tem nada. Tenho que aproveitar”.

No próximo domingo (20), a carioca desembarca em Florianópolis para se apresentar no Centro de Cultura e Eventos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Os ingressos custam entre R$ 88 e R$ 264.

Da capital catarinense, tem a lembrança de ser uma “terra gostosa” onde mantém grandes amigos, mas que não terá tempo para vê-los. “Vai ser só o show e tenho que voltar. Tô numa correria de louco”, reforça a cantora, acostumada com a rotina pesada, mesmo com pinos na coluna, que reduzem sua mobilidade.

Mulher do Fim do Mundo chega ao segundo ano de turnê (Foto: Charchar/Divulgação) Mulher do Fim do Mundo chega ao segundo ano de turnê (Foto: Charchar/Divulgação)

Mulher do Fim do Mundo chega ao segundo ano de turnê (Foto: Charchar/Divulgação)

Das letras às atitudes

O G1 usou trechos de canções do álbum “Mulher do Fim do Mundo” para questionar Elza sobre sua visão de mundo. O leitor pode clicar nos links abaixo para ouvir as canções na íntegra.

Em “Maria de Vila Matilde”, a personagem principal conta que após ser agredida pelo companheiro vai denunciá-lo ao ‘ligar para o 180‘. Elza diz que nunca teve que ligar para a polícia por violência doméstica, mas não foi por falta de vontade. “Ainda não liguei. Fui boba e não liguei não. Mas tô chamando outras pra ligar. E tem que ligar. Tenho certeza”.

Na canção “Pra Fuder” é narrada uma relação sexual. Entretanto, a expressão tem duas interpretações na gíria popular: algo que traz prazer ou revolta.

Elza conta que somente o que a revolta é ter que insistir em falar sobre assuntos que já deveriam ser resolvido. “Me revolta ainda ter que falar de preconceito, falar de homofobia, falar de droga”, disse. Apesar de não cantar no tempo livre, apenas enquanto está trabalhando, ela ainda acredita que o seu grande prazer é estar nos palcos. “Me dá um prazer imenso fazer esse show gostoso”.

Na faixa título “A Mulher do Fim do Mundo“, uma das estrófes diz: “meu choro não é nada além de carnaval“. “Essa frase é forte. Lógico, também serve para outras coisas, mas me representa muito”, afirma Elza, que na vida já passou por grandes perdas, como a morte de quatro de sete filhos e dois ex-maridos, incluindo Garrincha.

Em outro trecho da mesma música, ela diz “Me deixe cantar até o fim”. Elza reforça que não há machista, racista ou homofóbico que a pare e que quem a acompanha, a apoia. “Não tiveram coragem de me encarar [os preconceituosos]. Quem vai são as pessoas que gostam do show. São as pessoas que estão fazendo a luta”.

“Ninguém bota [responsabilidade] em cima de mim não. Eu tenho obrigação de falar. Tô com o microfone na mão eu tenho a obrigação de falar”.

Cantora carioca tem 80 anos  (Foto: Charchar/Divulgação) Cantora carioca tem 80 anos  (Foto: Charchar/Divulgação)

Cantora carioca tem 80 anos (Foto: Charchar/Divulgação)

Sucesso fora do país

As idas e vindas puxadas também incluem uma turnê internacional, já que desde 2016 a versão em inglês do álbum, “The Woman of The End of the Wolrd”, tem tido destaque na Europa e nos Estados Unidos.

No último dia 5, ela atestou essa fama além-mar em Nova Iorque. “O show foi maravilhoso, graças a Deus. Público bom, o Central Park lotado. Lá tem muito brasileiro, mas acho que deu até mais americano que brasileiro”, acredita.

Projetos

No dia 4 de agosto, com a cantora Pitty, Elza lançou uma nova música, “Na Pele“. Apesar de ter sido escrita por Pitty, Elza toma como sua a canção. “Ela é minha convidada. Ela fez a música para eu gravar. Aí eu convidei para cantar comigo”.

No entanto, a música ainda não deve aperecer nos seus shows. “Por enquanto é esse show, ‘Mulher do Fim do Mundo’. Estamos focados nele”.

Elza também tem uma biografia sendo redigida por Zeca Camargo. Ela diz que a imagem que quer deixar é da sua luta de vida.

“Nunca parei pra desistir. Eu falei: não, jamais! Vamos lutar. E consegui”.

Sobre não ter previsão de novos discos, a cantora explica: “Já temos muitos projetos e pensamos: como é que a gente vai fazer outros projetos? ‘A Mulher Do Fim do Mundo’ está com esse sucessão todo, né? Para fazer um outro projeto tem que ter mais sucesso ainda. Ele é muito forte. Tá dando caldo, querida”.

08
ago
17

Entrevista com Rodrigo Hilbert, um ‘homão’ daqueles!

Ele rejeita o título de ‘super-homem’. Pé no chão, o apresentador prefere se aproximar das coisas simples, da família e das raízes, inclusive na cozinha, lugar onde revolucionou a própria carreira

postado em 08/08/2017 07:18 / atualizado em 07/08/2017 20:08

Rebeca Oliveira /

Ney Coelho/Divulgação

Rodrigo Hilbert nunca entrou em uma sala de aula para aprender qual a melhor técnica de cozimento a vácuo ou o molho mais apropriado para acompanhar um magret de pato. Tudo que sabe sobre a cozinha (também sobre a vida) é fruto da relação familiar. As receitas são simples, pé no chão e sem invencionices. Ele aprendeu com a mãe, Suzete Hilbert, a suprir as próprias necessidades. E ponto. Além das caçarolas, o menino curioso de Orleans, em Santa Catarina, pinta, borda e se sente à vontade com as atividades domésticas. Subverte o status quo da mesma forma que a mulher, Fernanda Lima, à frente do programa Amor & Sexo, da Rede Globo. O episódio de Tempero de família, na Paraíba, com o apresentador fazendo uma peça crochê, sacramentou de vez um título com o qual ele não se sente tão confortável: “Homão da porra!”. “Não aceito o ‘título’, pois não considero nada do que eu faça extraordinário. Existem tantas outras pessoas no mundo fazendo mais do que eu. Quantas mulheres hoje não lutam por causas maiores? Quantos discursos de fato precisamos engrossar para voltarmos a ser pessoas autônomas e donas de nós mesmas?”, rebate. Na nova temporada do programa, que estreia amanhã, o foco se volta às raízes brasileiras no além-mar. Rodrigo Hilbert faz do Rio de Janeiro uma sucursal de Lisboa com a Tasca do Tempero de Família, onde quem impera é a cozinha portuguesa. Vinhos, doces conventuais e bacalhau preenchem as taças e caçarolas.


 
Entrevista Rodrigo Hilbert
 
Cozinhar, para você, é falar sobre laços familiares?
Comecei a cozinhar por necessidade, minha mãe trabalhava fora e eu precisava terminar o almoço que ela deixava pré-pronto para todos almoçarem. Aprendi muita coisa com essa experiência e olhando minha avó e minhas tias na cozinha, e também o meu avô, que adorava cozinhar e reunir a família. Mas aprendi muito também nas minhas andanças com o programa. Ao longo das últimas temporadas do Tempero de família, visitei inúmeros lugares e famílias, aprendi muito mais sobre culinária do que eu poderia imaginar. Cozinhar, para mim, é a possibilidade de reunir quem mais gostamos em torno da mesa e prolongar os dias da melhor maneira possível.
O programa Tempero de família tornou-se um dos mais assistidos do GNT e revolucionou sua carreira. 
Você se vê mais como um chef, apresentador, modelo, ou misto das três coisas?
Antes de tudo, preciso esclarecer um equívoco muito comum: eu não sou chef, sou cozinheiro. Nunca estudei gastronomia, cozinho por diversão e prazer. Dito isso, eu destacaria que sou um misto de muitas coisas. Comecei a trabalhar aos 12 anos, auxiliando meu avô na oficina dele, aos 17 fui para São Paulo trabalhar como modelo e, mais tarde, me mudei para o Rio de Janeiro, onde iniciei a vida artística e tive oportunidade de vivenciar várias interseções das artes. Sou um cara disposto a aprender com a vida. Espero ainda aprender e vivenciar muitas experiências que acrescentem ainda mais à pessoa que sou hoje.
Como enxerga o casamento entre entretenimento e gastronomia?
Assisto a alguns outros programas de culinária, mas não sou um cara muito ligado em televisão. Posso falar sobre a experiência do Tempero. A ideia do nosso programa surgiu quando a Fernanda convidou uma grande amiga nossa para um almoço de domingo lá em casa. A Gisela Matta filmou toda aquela bagunça e muito tempo depois aquilo acabou virando o projeto de um programa, criado por mim, pela Fernanda, pelo Antonio Amancio e pela Gisela. Foi tudo muito despretensioso e inesperado, mas, para nossa surpresa, tudo deu muito certo. Fizemos uma primeira temporada em Santa Catarina e tivemos um retorno muito bacana do público. Desde então, já se vão 19 temporadas e dois livros de receitas do programa – o segundo estamos lançando agora no mês de agosto.
E o que explica esse sucesso?
Acho que, de alguma forma, as pessoas se identificaram com o programa. Quando escrevemos, produzimos e executamos o programa, tentamos sempre trazer novas coisas para o espectador: uma nova receita, um novo lugar, uma nova história, uma nova experiência, mas nunca esquecendo que a cozinha é o melhor lugar para dividirmos isso tudo com as pessoas que amamos.
 
Nos programas, você sempre mostra como vivem os produtores e produtoras rurais. O Brasil, majoritariamente urbano, se distanciou muito dessas raízes?
Venho de uma cidade do interior de Santa Catarina, onde, até algum tempo atrás, restaurantes e afins não eram comuns na cidade. Lembro de quando criança minha família e meus vizinhos também terem horta, criação de animais e nos alimentarmos daquilo que produzíamos. Hoje continuo tentando me alimentar assim. Lá em casa eu, a Fernanda e as crianças consumimos muitas coisas que são produzidas no nosso sítio. É uma forma mais saudável de nos alimentarmos e sobretudo de sabermos a procedência daquele alimento. Em nossas andanças com o Tempero, vimos que muitas outras muitas famílias vivem assim também: plantando, criando, consumindo, vendendo e tirando dia a dia o sustento delas por meio da terra. Acredito que já tivemos um momento em que as pessoas se esqueceram de onde os alimentos vinham, mas acho que aos poucos essa consciência vem retornando, e cada dia mais as pessoas têm dado importância ao que colocam na mesa de suas casas.
Certa vez, vi uma entrevista em que você não se sentia confortável com o título de “homão da porra”, por não fazer muito mais do que muitas mulheres fazem diariamente. Ainda somos subvalorizadas?
Tive a sorte de crescer ao lado de mulheres fortes. A minha criação, a dos meus irmãos, primos e de toda a família em geral, foi baseada em grandes exemplos femininos: minha mãe, minha avó, minhas tias. Acho essa história de “homão da porra” uma grande brincadeira e não aceito o “título”, pois não considero nada do que eu faça extraordinário. Existem tantas outras pessoas no mundo fazendo mais do que eu. Quantas mulheres hoje não lutam por causas maiores? Quantos discursos de fato precisamos engrossar para voltarmos a ser pessoas autônomas e donas de nós mesmas? Acho legal ser inspiração para que mais pessoas se arrisquem na cozinha, ou para que mais pessoas se arrisquem a serem “metidas” a faz-tudo, mas acho ainda mais legal darmos voz a realmente quem merece e tem algo a nos ensinar.
Cozinhar, tricotar, ser artesão. Muitas das suas habilidades são atribuídas ao sexo feminino. Como vê a questão do gênero hoje? Fernanda Lima, por exemplo, derruba muitos desses tabus em Amor & Sexo. Vocês levam esses assuntos para casa, para a criação dos filhos gêmeos?
Como já disse anteriormente, tive a sorte de ser criado em maioria pelas mulheres da minha família. Tenho certeza que muitas das minhas habilidades vêm dessa raiz, assim como outras herdei do meu avô, e outras nasceram comigo, e assim se formam as personalidades. Tenho em casa uma mulher forte, decidida, estudiosa e que, assim como eu, teve exemplos de força feminina dentro da família. Fernanda é uma mulher incrível e que se propôs a debater abertamente com o público assuntos até então velados pela sociedade. Criamos nossos filhos em parceria, tentando orientá-los explicando que as diferenças acima de tudo precisam ser respeitadas.
11
jul
17

Militar do Exército boa praça em Brasília.

Militar do Exército que ajudou jovem atropelada na EPNB vai visitar vítima

Rogério se diz surpreso com a repercussão do caso, mas segundo ele, é sempre importante motivar as pessoas a fazer o bem

 

postado em 06/07/2017 21:50 / atualizado em 06/07/2017 23:04

Priscila Rocha – Especial para o Correio

Arquivo Pessoal

O cabo Romário Rogério Rodrigues de Carvalho, 25 anos, militar que ficou conhecido nessa quarta-feira por se deitar no asfalto e orientar por 30 minutos uma vítima de atropelamento na EPNB, teve um dia diferente nesta quinta-feira (7/7). Rogério se diz surpreso com a repercussão do caso, conta que suas redes sociais pessoais foram bombardeadas de elogios e diz que sempre achou importante motivar as pessoas a fazer o bem.

 A vítima era uma adolescente de 17 anos. Ela foi atropelada na noite da última terça-feira e socorrida pelo militar, que passava pelo local por acaso na hora do acidente.  No Facebook do Correio, a publicação da notícia teve mais de 12 mil curtidas, 526 compartilhamentos e centenas de comentários. Em sua maioria, as pessoas chamavam Rogério de herói.
O rapaz conta que só pôde socorrer Gabriela devido aos treinamentos e instruções que recebeu no Exército. “Fico feliz pela repercussão, porque diante de tanta tragédia que a gente vem acompanhando, uma atitude dessas é sempre importante para a gente motivar as pessoas a ajudar os que mais necessitam”, conta o cabo.
Arquivo Pessoal
O militar também ficou sensibilizado com o caso da vítima. Ela é funcionária de um restaurante na Feira dos Importados e, segundo o rapaz, deve ser procurada por ele nos próximos dias. “Eu vou fazer uma visita para saber como ela está. Se está realmente bem”, detalha. O quadro de saúde da jovem não foi divulgado pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal.
O jovem herói teve um dia gratificante e recebeu diversas mensagens de apoio nas próprias redes sociais. “É um ser humano que está ali, necessitado, fragilizado naquele momento e é sempre bom ajudar pessoas que necessitam de apoio”, finaliza o rapaz.
04
jul
17

Memes na internet mostram o lado divertido do inverno em Brasília

Frio foi um dos motivos para memes que estão circulando nas redes sociais. Nesta madrugada, DF registrou 10°C, com sensação térmica de 4°C

://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2017/07/04/interna_cidadesdf,607033/memes-na-internet-mostram-o-lado-divertido-do-inverno-em-brasilia

postado em 04/07/2017 12:35 / atualizado em 04/07/2017 13:27

Correio Braziliense

 

O frio em Brasília não está de brincadeira. Nesta terça-feira (4/7), os brasilienses sentiram as rajadas de vento que provocaram sensação térmica de 4°C na capital, quando os termômetros marcavam, em média, 10°C, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

A internet, no entanto, nunca perdoa um acontecimento e o frio foi um dos motivos para memes que estão circulando nas redes sociais. Veja alguns:
A hora do banho é um sofrimento. Casacos? No mínimo três. E não, ninguém fica elegante no inverno. Até o governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, entrou na brincadeira, quando postou uma foto em seu Facebook usando um casaco fora de moda.
Reprodução/Facebook
Reprodução/Internet
Reprodução/Internet