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maio
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Transgêneros se unem para formar time de futebol e ‘família’ em SP

‘Meninos Bons de Bola’ treinam aos domingos e trocam ideias sobre namoro, tratamento hormonal e cirurgias. Nesta quarta (17) é celebrado o Dia Internacional da Luta contra Homofobia e Transfobia.

12
maio
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Geração Selfie – Hoje se faz selfie de tudo …

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Conheça 10 variações curiosas da ‘selfie’ que fazem sucesso na web

Autorretrato famoso em redes sociais ganhou versões diferentes.

Hashtags vão desde fotos com gatos até imagens das próprias pernas.

Cauê Fabiano Do G1, em São Paulo

Felfie’, ‘Lelfie’ e ‘Catsie’ estão entre as variações do autorretrato nas redes sociais (Foto: Reprodução/Twitter/BaileysCow; Twitter/xxRachellexxx e Twitter/hetabbytino)’Felfie’, ‘Lelfie’ e ‘Catsie’ estão entre as variações do autorretrato nas redes sociais (Foto: Reprodução/Twitter/BaileysCow; Twitter/xxRachellexxx e Twitter/hetabbytino)

Com o advento das câmeras frontais nos celulares, o comum autorretrato passou a se chamar “selfie”, e deixou de ser simplesmente uma tentativa de “foto de perfil” do dono do aparelho. A prática se tornou cada vez mais comum com auxílio das redes sociais, e passou a exercer um papel desde uma espécie de “diário”, com cliques ao passar do dia, até como um autógrafo digital, quando os usuários acabam se encontrando com famosos.

As fotos, que já serviram para identificar suspeitos de crimes, registrar combates de incêndio bem sucedidos, relembrar desastres aéreos e até para serem “invadidas” por membros da Família Real britânica, como a Rainha Elizabeth e seu filho, o príncipe Harry, acabaram ganhando variações que vão muito além de um retrato cotidiano.

Sem limite para a criatividade, os usuários dispensaram o prefixo do termo (self, que em inglês é empregado para se referir a si próprio), e adicionaram outras combinações, como o “belfie”, que vem fazendo sucesso com um registro do próprio bumbum (butt, em inglês) até o “welfie”, utilizado para clicar os resultados de um dia de malhação na academia.

Veja abaixo uma lista com as 10 variações mais famosas (e curiosas) do selfie, usadas e definidas pelos próprios usuários nas redes sociais.

#Belfie

Como supracitado, a belfie começou a ser eleita recentemente como um “oposto” a selfie – esta que tem o objetivo de mostrar o rosto da pessoa. Em vez disso, a imagem serve para destacar o bumbum do esponsável pelo clique.

Retrato tem como objetivo dar ênfase ao bumbum do usuário (Foto: Reprodução/Instagram/elle_jan)Retrato tem como objetivo dar ênfase ao bumbum do usuário (Foto: Reprodução/Instagram/elle_jan)

#Beerfie

Para os amantes de boa cerveja, essa modalidade de autorretrato dá ênfase à bebida que está sendo consumida pelo usuário. Esse registro, em sua maioria feito em momentos de lazer, também pode servir para fazer “inveja aos inimigos” (ou inimigas) que não partilham da mesma vantagem naquele momento.

Bebedores de cerveja preferem registrar seus rótulos favoritos com uma beerfile (Foto: Reprodução/Twitter/jimkgallagher )Bebedores de cerveja preferem registrar seus rótulos favoritos com uma beerfile (Foto: Reprodução/Twitter/jimkgallagher )

#Catsie

Já a catsie conta com a ajuda dos bichanos de estimação para ser postada. Nas imagens, geralmente os usuários tiram fotos ao lado de seus gatos e, em outros registros mais divertidos, simulam a situação em que o próprio animal estaria fazendo seu retrato.

‘Catsie’ registra donos e seus bichanos – e, às vezes, apenas os gatos como se tivessem fazendo um autorretrato (Foto: Reprodução/Twitter/cheymarie__xo )’Catsie’ registra donos e seus bichanos – e, às vezes, apenas os gatos como se tivessem fazendo um autorretrato (Foto: Reprodução/Twitter/cheymarie__xo )

#Felfie

Mais comum em ambientes rurais, a felfie é muito apreciada por fazendeiros, que tiram fotos com vacas, ovelhas, cavalos e outros animais ao fundo. Outra predileção dos usuários é segurar utensílios usados no dia a dia da fazenda para tirar o retrato – mesmo que nunca executem de verdade o trabalho pesado.

Neozelandês registrou ‘felfie’ com ovelhas ao fundo em fazenda (Foto: Reprodução/Twitter/MorrisonFarming )Neozelandês registrou ‘felfie’ com ovelhas ao fundo em fazenda (Foto: Reprodução/Twitter/MorrisonFarming )

#Lelfie

Outra modalidade focada nas partes baixas no corpo, essa foto tem como objetivo dar destaque ao ponto de vista que a pessoa tem de suas próprias pernas. Em vários casos esse tipo curioso de clique ocorre para dar ênfase ao cenário, indicando que o usuário está tomando sol ou relaxando em casa, por exemplo.

‘Lelfie’ se tornou termo para designar uma foto das próprias pernas (Foto: Reprodução/Twitter/Sam_Fergus0n )’Lelfie’ se tornou termo para designar uma foto das próprias pernas (Foto: Reprodução/Twitter/Sam_Fergus0n )

#Nelfie

Já a nelfie já foi utilizada para designar dois tipos completamente diferentes de fotos: imagens nas quais garotas mostram suas unhas decoradas (uma adaptação do termo ‘nail’, em inglês) e, do outro lado, um estilo mais adulto, nas quais pessoas trocam fotos em que aparecem nuas – a “naked selfie”.

A hashtag ‘nelfie’ começou a ser utilizada para designar ‘selfies’ de unhas e fotos em que a pessoa aparece nua (Foto: Reprodução/Twitter/ameliaglynn e Twitter/AllegraMabel )A hashtag ‘nelfie’ começou a ser utilizada para designar ‘selfies’ de unhas e fotos em que a pessoa aparece nua (Foto: Reprodução/Twitter/ameliaglynn e Twitter/AllegraMabel )

#Pelfie

Mais uma vez com a participação de animais, as pelfies (conhecidas também como ‘petsies’) se baseiam em retratos tirados ao lado de seus bichos de estimação – um conjunto mais generalizado e abrangente em relação ao “catsie”. Assim como as imagens dos bichanos, muitos usuários fazem cliques dando a impressão de que foram feitos pelos próprios pets.

Também conhecida como ‘petsie’, a pelfie tem a participação dos animais de estimação nas imagens (Foto: Reprodução/Twitter/lottefeather)Também conhecida como ‘petsie’, a pelfie tem a participação dos animais de estimação nas imagens (Foto: Reprodução/Twitter/lottefeather)

#Relfie

A “relationship selfie” é um autorretrato para ser tirado a dois, com seu amado ou amada ao lado, e que ainda tem participação tímida nas redes sociais. Essa seria, talvez, uma forma mais “comportada” da “aftersex”, uma hashtag que se espalhou pela web em que casais tiravam fotos imediatamente após uma relação sexual.

Para retratos em dupla, casais usam a hashtag ‘relfie’ nas redes sociais (Foto: Reprodução/Twitter/_Andy_Lewis_ )Para retratos em dupla, casais usam a hashtag ‘relfie’ nas redes sociais (Foto: Reprodução/Twitter/_Andy_Lewis_ )

#Shelfie

Os amantes dos livros também inventaram uma maneira curiosa de tirar retratos e passaram a fazer “shelfies”, nos quais mostram suas prateleiras em casa ou grandes bibliotecas, comentando sobre seus atores e títulos favoritos. Além disso, o tópico serve inclusive para mostrar prateleiras de casa que abrigam outras coisas, como coleções, CDs, bibelôs, entre outros.

Britânico usou o termo ‘shelfie’ ao tirar foto com estante de livros ao fundo (Foto: Reprodução/Twitter/Jackstilgoe)Britânico usou o termo ‘shelfie’ ao tirar foto com estante de livros ao fundo (Foto: Reprodução/Twitter/Jackstilgoe)

#Welfie

As clássicas imagens tiradas em espelhos de academias ao redor do mundo passaram a levar essa hashtag, que, de acordo com os usuários, é formada a partir da combinação da letra inicial de “workout” (malhação, em tradução livre) e selfie.

Para registrar a malhação e a evolução na academia, usuários empregam a hashtag ‘welfie’ em suas postagens (Foto: Reprodução/Instagram/markkhula)Para registrar a malhação e a evolução na academia, usuários empregam a hashtag ‘welfie’ em suas postagens (Foto: Reprodução/Instagram/markkhula)

12
maio
17

Imigrantes indígenas ocupam ruas no AM para fugir da fome na Venezuela

Indígenas venezuelanos começaram a migrar para o Amazonas em janeiro deste ano; grupo acampou em rodoviária e viaduto na capital.


Venezuelana Duana tem pedidos ajuda nas ruas de Manaus (Foto: Adneison Severiano/G1 AM) Venezuelana Duana tem pedidos ajuda nas ruas de Manaus (Foto: Adneison Severiano/G1 AM)

Venezuelana Duana tem pedidos ajuda nas ruas de Manaus (Foto: Adneison Severiano/G1 AM)

A crise econômica e a falta de alimentos na Venezuela fizeram com que indígenas nativos deixassem o país. Em busca de sobrevivência, eles começaram a migrar para capital amazonense desde o início deste ano. Adultos, idosos e crianças se abrigaram na Rodoviária de Manaus e debaixo de um viaduto na Zona Centro-Sul. Mesmo com dificuldades e enfrentando preconceitos, eles afirmam que precisam pedir esmolas para sobreviver. “Estamos buscando comida”, disse um dos imigrantes ao G1.

Um relatório da Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc) apontou a presença de 117 indígenas da etnia Warao em Manaus, até março de 2017. O número subiu para mais de 400 em abril.

“Na Venezuela não temos comida, não temos nada de comida e por isso viemos para cá. Estamos aqui e estamos buscando comida para nossa gente que ficou na Venezuela com fome”, disse o cacique Fernando Morales, de 57 anos.

Venezuelanos estão acampados em barracas em baixo de viaduto na Zona Centro-Sul de Manaus (Foto: Adneison Severiano/G1 AM) Venezuelanos estão acampados em barracas em baixo de viaduto na Zona Centro-Sul de Manaus (Foto: Adneison Severiano/G1 AM)

Venezuelanos estão acampados em barracas em baixo de viaduto na Zona Centro-Sul de Manaus (Foto: Adneison Severiano/G1 AM)

A presença dos imigrantes gerou a abertura de um inquérito civil pelo Ministério Público Federal no Amazonas (MPF/AM). O objetivo da ação é acompanhar medidas de apoio aos indígenas Warao. O MPF solicitou informações de órgãos públicos ligados à assistência social, direitos humanos e indígenas, sobre as medidas adotadas para garantir o atendimento humanitário aos refugiados.

Após reuniões com vários órgãos, ficou definido que seriam disponibilizados ônibus para levar os imigrantesde volta ao país de origem no dia 2 de abril. A Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc) iria disponibilizar dois ônibus para levar os venezuelanos, mas a viagem foi adiada. Um plano de ação é montado pelo governo e prefeitura.

O cadastramento de imigrantes que chegam é feito em um posto na rodoviária. “Manaus não é a primeira migração, ou primeiro ponto de mobilidade. Pacaraima e Boa vista também são pontos de destino dessas populações. A contagem demonstra a permanência de 450 pessoas de nacionalidade venezuelana indígena”, disse a a secretária da Sejusc, Graça Prola.

Abrigos improvisados

Inicialmente, os venezuelanos ficaram alojados na Rodoviária de Manaus. Aos poucos eles foram para as ruas e cortiços no Centro e bairro Educandos, Zona Sul. Um grupo de aproximadamente 50 indígenas – cerca de 20 crianças entre eles – acampou em barracas debaixo do Viaduto de Flores, na Zona Centro-Sul, há duas semanas.

Voluntários religiosos planejam arrecadar doações de alimentos e materiais de higiene para os imigrantes (Foto: Adneison Severiano/G1 AM) Voluntários religiosos planejam arrecadar doações de alimentos e materiais de higiene para os imigrantes (Foto: Adneison Severiano/G1 AM)

Voluntários religiosos planejam arrecadar doações de alimentos e materiais de higiene para os imigrantes (Foto: Adneison Severiano/G1 AM)

As dificuldades com idioma e as diferenças culturais não as únicas barreiras que os imigrantes encontram no Brasil. A tentativa de reconstrução de suas vidas esbarra ainda no preconceito. Muitos são hostilizados por pessoas que passam próximo ao acampamento do grupo e que gritam para que os imigrantes voltem para casa.

Ajuda

Em Manaus, os imigrantes venezuelanos também encontraram carinho e compreensão. A situação dos venezuelanos sensibilizou a auxiliar administrativa Ana Carvalho, 44 anos, e o técnico de edificações Manoel Jackson Costa, 44 anos. Os dois são integrantes da Comunidade Católica Hallel e pretendem realizar uma ação humanitária com venezuelanos no próximo Domingo de Páscoa.

Crianças também estão entre indígenas venezuelanos que moram na rua (Foto: Adneison Severiano/G1 AM) Crianças também estão entre indígenas venezuelanos que moram na rua (Foto: Adneison Severiano/G1 AM)

Crianças também estão entre indígenas venezuelanos que moram na rua (Foto: Adneison Severiano/G1 AM)

“Viemos fazer uma triagem para saber do que eles estão precisando e depois ajudar. Vimos que eles precisam de alimentos, fraldas, calçados e materiais de higiene pessoal. Estamos nos mobilizando para o grupo da comunidade fazer uma ação na manhã de domingo de páscoa”, comentou Manoel Costa.

A auxiliar administrativa acredita que é preciso existir compreensão da população brasileira com os imigrantes venezuelanos. “Peço a compreensão de todos, pois muitos passam aqui na rua e gritam: ‘vão para casa’. Não é bem assim gente. Eles estão passando realmente por muitas dificuldades, não tem comida na Venezuela e estão fazendo comida de jeito impróprio. No passado, muita gente gritava para Jesus carregar a cruz. Hoje muita gente passa aqui e grita vai para tua casa. Eles têm fome gente! A fome ela não espera, ela é agora”, disse a voluntária.

Fugindo da fome na Venezuela imigrantes indígenas vivem nas ruas e pedem esmolas em Manaus

Novos imigrantes

O fluxo migratório da Venezuela continua e novos imigrantes buscam ajuda no Amazonas. É o caso da índia da etnia Warao Duana, de 28 anos, que há dois dias chegou a Manaus com marido e a filha de 8 anos. Fugindo da fome provocada pela escassez de alimentos, Duana tem pedido ajuda nas ruas para sobreviver com família no Brasil. Ela tem pedido esmolas no semáforo de uma das principais avenidas de Manaus: a Constantino Nery.

imigrante indígena passa o dia nas ruas pedido esmolas para alimentar família (Foto: Adneison Severiano/G1 AM) imigrante indígena passa o dia nas ruas pedido esmolas para alimentar família (Foto: Adneison Severiano/G1 AM)

imigrante indígena passa o dia nas ruas pedido esmolas para alimentar família (Foto: Adneison Severiano/G1 AM)

Com ajuda de quem passa pelo caminho, a venezuelana tem garantido a alimentação e abrigo com o pagamento diário de um quarto em um cortiço no Centro da capital. Sem falar português, a indígena não consegue expressar em palavras a gratidão, mas pelo olhar retribui a pouca ajuda que recebe dos manauaras. Mesmo com as dificuldades e as incertezas, a imigrante não pretende voltar para casa.

“Na Venezuela não tem trabalho, não tem comida, não tem roupa. As pessoas estão ajudando e consigo dinheiro para comprar comida e pagar R$ 20 para ter onde dormir”, relatou Duana, enquanto percorre os carros sob sol forte.

Área no entorno do viaduto também é utilizada com moradias improvisadas  (Foto: Adneison Severiano/G1 AM) Área no entorno do viaduto também é utilizada com moradias improvisadas  (Foto: Adneison Severiano/G1 AM)

Área no entorno do viaduto também é utilizada com moradias improvisadas (Foto: Adneison Severiano/G1 AM)

12
maio
17

PM Herói de Brasília

‘Eu também já fui salvo’, diz PM que resgatou 20 pessoas em um incêndio

Ao Correio, cabo Theodoro conta que quase se tornou refém de uma rebelião na Fundação Casa, em São Paulo, antiga Febem. E foi salvo por seus companheiros de profissão

 

Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2017/05/11/interna_cidadesdf,594302/eu-tambem-ja-fui-salvo-dia-pm-que-resgatou-20-pessoas-em-um-incendi.shtml

postado em 11/05/2017 13:49 / atualizado em 11/05/2017 19:26

Gabriela Vinhal

O cabo Heitor Theodoro da Silva, 34 anos, que resgatou 20 pessoas em um incêndio em Samambaia Sul, contou, na manhã desta quinta-feira (11/5), que já esteve do outro lado da história: ele também foi salvo por companheiros de profissão. Quando trabalhava na Fundação Casa, antiga Fundação Estadual para o Bem Estar do Menor (Febem), em São Paulo, esteve em uma rebelião de internos que queriam usá-lo como refém para negociar suas demandas.

Acoado na ala da coordenação, viveu momentos de tensão, sem saber se sobreviveria. “É muito angustiante. Trabalhei por sete anos na Febem e já vi situações de todo o tipo. Já resgatei vigilantes furados, sangrando após ação dos internos e também já fui salvo. Essa situação é a pior que tem. Bom mesmo é poder salvar a vida de alguém”, completou, na conversa com as repórteres Adriana Bernardes e Paula Pires, transmitidas pelo Facebook do Correio.
O amor pela profissão surgiu ainda na infância, quando Theodoro era escoteiro. Sempre em estado de alerta e na busca por ajudar o próximo, ele decidiu seguir a carreira de policial militar. Uma das características da carreira que mais agrada o cabo é o fato de a profissão ser dinâmica. “Não temos uma rotina. Andamos sobre uma faca, porque vamos, eventualmente, esbarrar com situações que demandam da gente uma decisão importante. Com ela, precisamos arcar com o ônus e o bônus”, explicou.

Reecontro com as vítimas

Mais de 24 horas depois do incidente, o cabo se reencontrou com as famílias que ajudou. Segundo ele, foi um momento de muita emoção e gratidão. “Não tem dinheiro que pague”, disse, emocionado. Questionado sobre a grandiosidade do ato, o policial afirmou, novamente, que só fez o que era certo: “A vida é um eterno retorno. Gentileza gera gentileza. Na minha profissão, sempre busquei ajudar o próximo”.
Ao assistir novamente ao vídeo do resgate, Theodoro contou que se sente anestesiado. Às vezes, até duvida que é ele mesmo quem aparece nas imagens. O cabo não imaginava a proporção que o salvamento atingiria e sequer imaginava que estava sendo filmado. “Antes da farda, é o homem que está aqui. Atrás disso tudo, vive um ser humano como outro qualquer. Tenho em mim um sentimento de dever cumprido”, pondera (veja imagens do salvamento logo abaixo).
Minervino Junior/CB/D.A Press

Ação coletiva

Ele ressaltou também que, embora tenha entrado sozinho no prédio, ele teve a ajuda dos companheiros da corporação, que, do lado de fora, ajudavam a conter os ânimos das vítimas e a instruí-las durante o incêndio. “A ação policial não é só minha. Outros policias também fazem esse trabalho. A população precisa ter a Polícia Militar como amiga, porque em todos os lugares existem bons e maus profissionais, mas o bem sempre vai sobressair”, finalizou.
O cabo Theodoro avistou o incêndio em um prédio na quadra 316 sul, de Samambaia, enquanto fazia a patrulha na região. Ele percebeu a necessidade de agir quando avistou, na sobreloja do local que estava em chamas, uma criança. O policial então arrombou a porta de ferro, encarou as labaredas de fogo e resgatou – sozinho – 20 pessoas que dormiam em suas casas. Após o resgate, o policial teve queimaduras superficiais no corpo e sentiu dificuldade de respirar, por causa da quantidade de fumaça inalada.
05
abr
17

Atriz Naomi Watts se vinga e compartilha clique de fã que a fotografou no metrô de Nova York

PUBLICADA EM: 04/04/2017 – 07h11 – ATUALIZADA EM: 04/04/2017 – 16h3, Revista MONET

ADOREI ISSO!

Celebridade gerou comoção nas redes sociais ao expor a fã aspirante a paparazzi

A troca de fotos entre a atriz Naomi Watts e sua fã (Foto: Instagram)A troca de fotos entre a atriz Naomi Watts e sua fã (Foto: Instagram)

A atriz Naomi Watts não deixou barato um clique inconveniente feito por uma fã no metrô de Nova York. Logo após a imagem chegar às redes sociais, a celebridade compartilhou uma foto da pessoa que fez o registro, expondo publicamente as feições da fã. “Você achou que estava sendo espertinha? Te peguei”, escreveu a atriz na legenda do registro no Instagram. Na imagem, uma mulher chamada Aubrey aparece com a câmera de seu celular apontada em direção à atriz australiana. “Fui pega”, escreveu a fã após compartilhar o mesmo flagrante de Watts em sua página no Instagram.

A imagem original compartilhada pela fã de Naomi Watts (Foto: Instagram)A imagem original compartilhada pela fã de Naomi Watts (Foto: Instagram)

Na primeira foto compartilhada pela fã, Watts aparece focada em seu celular, escutando algo com seus fones de ouvido. “A bela Naomi Watts no metrô hoje”, escreveu Aubrey na legenda da foto.

O flagrante feito por Naomi Watts do registro da fã (Foto: Instagram)O flagrante feito por Naomi Watts do registro da fã (Foto: Instagram)

As trocas de fotos entre a celebridade e sua fã aspirante a paparazzi geraram comoção nas redes sociais. Uma pessoa brincou pelo Twitter: “Naomi Watts 1 X 0 Todo Mundo”. “A Naomi Watts acabou de superar a própria Naomi Watts na minha lista de possíveis namoradas”, escreveu uma outra pessoa. Outro aproveitou para pedir que a atriz volte a trabalhar em outros filmes: “Agora estou pronto para novos trabalhos com a Naomi Watts”.

A fã de Naomi Watts compartilhou o flagrante feito pela atriz (Foto: Instagram)A fã de Naomi Watts compartilhou o flagrante feito pela atriz (Foto: Instagram)
Naomi Watts (Foto: Getty Images)Naomi Watts (Foto: Getty Images)
29
mar
17

Comportamento 29.03.2017 – 06h00 por GUSTAVO FIORATTI

Mulher de Domingos Montagner, Luciana Lima fala sobre a morte do ator e as homenagens de sua companhia

A atriz Luciana Lima fala pela primeira vez sobre a morte do marido, Domingos Montagner, e as comemorações de 20 anos da La Mínima, companhia de teatro e circo fundada pelo ator – evento que é também uma homenagem

A atriz e artista circense curitibana Luciana Lima, 43, estava em casa, em Embu das Artes, na Grande São Paulo, no momento em que recebeu o telefonema que confirmava a morte do marido, o ator Domingos Montagner. A portadora da notícia foi Mônica Albuquerque, diretora de produção da TV Globo. Eram 18h de quinta-feira, 15 de setembro do ano passado, e desde as 15h Montagner era procurado por helicópteros e equipes de resgate. Ele havia desaparecido nas águas do Rio São Francisco, em Sergipe, onde gravava as cenas finais de Velho Chico, novela da qual era protagonista. Ao saber da morte, rodeada de amigos, Luciana reuniu os filhos do casal – Leo, 13, Antonio, 10, e Dante, 6 – e repassou-lhes a trágica notícia.

Luciana Lima posa em meio às lembranças do marido, fundador do grupo La MÍNIMA (Foto: João Bertholini)Luciana Lima posa em meio às lembranças do marido, fundador do grupo La MÍNIMA (Foto: João Bertholini)

Seis meses depois do acidente, ela recebeu Marie Claire para sua primeira entrevista, em que fala sobre os momentos de dor e também sobre a reconstrução da vida. Entre os projetos que trazem significado a seus dias, estão as comemorações dos 20 anos da La Mínina, companhia de teatro na qual trabalha como produtora, fundada por Montagner e por Fernando Sampaio, “o outro casamento de Domingos”, como ela mesma brinca. O nome vem dessa união: se um ator só não faz uma trupe, no mínimo há de haver dois.

Fundada em São Paulo no ano de 1997, ainda sem o nome La Mínima, a companhia montou diversos espetáculos que conjugam técnicas do circo e do teatro, como À La Carte (2001, roteiro de Paulo Rogério Lopes), Luna Parke (2002, texto de Montagner e Chacovachi) e A Noite dos Palhaços Mudos (concepção da La Mínima com Alvaro Assad, 2008).

A celebração das duas décadas inclui uma mostra de repertório, com seis espetáculos criados e exibidos ao longo desses anos, sendo três deles de rua. Também traz a público a inédita adaptação da ópera Pagliacci, de Ruggero Leoncavallo, assinada pelo dramaturgo Luís Alberto de Abreu e com direção de Chico Pelúcio, do grupo mineiro Galpão. O projeto contempla ainda uma exposição com vídeos e objetos de cena e segue até junho em unidades do Sesi em cidades paulistas. Seu conteúdo começou a ser concebido em 2015, com a participação de Montagner. “Queremos comemorar [os 20 anos] apresentando espetáculos que percorreram muita estrada, realizando uma exposição com objetos que andaram conosco”, escreveu o ator ao idealizar o projeto, em um texto que foi agora recuperado para poder ser incorporado ao material de divulgação da mostra.

Nesta entrevista, Luciana também revela pequenos detalhes sobre a personalidade do marido. Tinha perfil metódico e detalhista. Não guardava, por exemplo, objetos quebrados ou remendados. Gostava de acordar cedo e ter um tempo só para si. Agenor, palhaço que interpretava na La Mínima desde 1997, não era de sorrir, fazia mais o tipo sisudo, contraponto com o festivo Padoca, que Fernando encarnava. Conta ainda que os atores Fernando Paz e Filipe Bregantim substituem Montagner em papéis originalmente interpretados por ele, nas peças concebidas durante toda a trajetória do grupo.

Domingos MontagNer  em 2011  (Foto: Stefano Martini (Editora Globo))Domingos MontagNer em 2011 (Foto: Stefano Martini (Editora Globo))

Leia trechos da entrevista. A íntegra da conversa está na edição de abril da revista Marie Claire, que chega às bancas no dia 1º:

Marie Claire Como conheceu Domingos Montagner?
Luciana Lima
Foi em 1999, em Natal, onde eu morava. Ele foi convidado para se apresentar na cidade e fiz o receptivo da companhia durante o evento. Eu era integrante de um grupo de teatro, o Clowns de Shakespeare. O Domingos ficou 15 dias por lá, tempo suficiente para a gente trocar umas figurinhas. Depois voltou para São Paulo e namoramos quase um ano a distância. Fui me envolvendo, me inteirando sobre o universo do circo e aquilo me deu “coceira”. Mudei para São Paulo em novembro de 2000, quando a linguagem circense estava entrando no cenário teatral.

MC Como era a cena circense no Brasil naquela época?
LL
Mambembe. No começo, a gente montava espetáculos com coisas que tinha em casa, emprestadas dos amigos. O marco foi o ano de 1999, quando um festival no Sesc reuniu artistas de circo e o pessoal de teatro, que se juntaram com muita força. Foi arrebatador mesmo. Todos saímos dali muito extasiados e montamos um núcleo, o Central do Circo, porque aquela energia não podia morrer. Nossa vontade era renovar a linguagem, tornar o circo mais profissional, atrair investidores. Depois, veio a política pública. Em janeiro de 2004, a gente alugou uma lona e foi para Boiçucanga, no litoral de São Paulo. Foi uma experiência incrível. Durante um mês, fizemos sessão de terça a domingo. Filas e mais filas. Começamos a ganhar visibilidade e respeito com o Circo Zanni. As pessoas olhavam e falavam: “Nossa, pode fazer circo assim, sem animais, tão humano?”.

MC Quando Domingos morreu, você pensou em desistir da comemoração de 20 anos da La Mínima?

LL O acidente abriu aquele buraco e ficamos sem chão. Ainda é muito turvo o que vivi nas primeiras semanas, mas em nenhum momento passou pela minha cabeça desistir. À medida que o tempo foi passando, as coisas ficaram mais claras. Um mês depois, já comecei a pensar nos 20 anos da companhia junto com o Fernando. Estávamos conversando e ele ficou todo sem jeito de me perguntar o que faríamos. Entendemos que não dava para parar. A celebração virou uma homenagem ao Domingos.

MC No dia do acidente, como você recebeu a notícia?
LL
Não acompanhei as redes sociais, onde o desaparecimento era assunto desde as 14h. Quando deu umas 15h, o empresário dele me ligou, eu estava no galpão. Senti um tom preocupado em sua voz. Aí começou o processo. Liguei para a escola dos meus filhos, pedi que saíssem mais cedo para evitar que deparassem com o burburinho. O mais velho estava em casa. Assim que cheguei, disse a ele o que estava acontecendo, e ele respondeu: “Não vai acontecer nada, meu pai sabe nadar e não pode ir contra a correnteza. Vai se deixar levar, alguém vai encontrá-lo”. Concordei e pedi para não entrar em redes sociais. Perto das 18h, chegaram os pequenininhos – muitos amigos nossos já estavam ali conosco. Expliquei o que acontecia. O do meio começou a chorar, depois o menor. Mônica Albuquerque, diretora de produção da Globo, ligou pouco depois e disse: “Lu”. Nesse “Lu”, eu senti. “Você não tem uma boa notícia para mim?”, perguntei. Ela disse que não.

MC Como é se readaptar nesse momento após a perda?
LL É um exercício. Estamos ressignificando os lugares que frequentávamos com ele, alimentamos memórias. Mas as crianças assimilam a perda de outra maneira: o agora é mais importante do que o amanhã.

MC Então são eles que a ajudam…
LL
Diariamente. É o imediatismo deles que me sustenta. Estamos aprendendo a viver nessa configuração de família.

Acompanhe a programação completa da mostra no site da companhia La Mínima

10
mar
17

Barbeiro do DF faz sucesso na web com ‘pegadinha’ para atrair cliente curioso

Faixa no meio da rua orienta a não olhar para o lado. Quem desrespeita recebe convite para cortar cabelo; ideia aumentou movimento em 40%, diz empresário.


Barbeiro do DF se aproveita da ‘curiosidade do brasileiro’ para driblar crise

Um cabeleireiro usou da criatividade e do bom humor para driblar a crise e atrair mais clientes para uma barbearia do Riacho Fundo, no Distrito Federal. Em uma árvore, em frente ao salão, ele pendurou uma faixa onde se lê “Não olha pra lá”. Os mais curiosos, acabam olhando e se deparam com a mensagem na fachada da barbearia: “Olhou né? Venha cortar conosco”.

   

Baiano cortando o cabelo de cliente no Riacho Fundo, no DF (Foto: Wellington Hanna/G1)

Dono da barbearia há 12 anos, Gildasa Souza, ou Baiano – como é conhecido –, se viu em uma encruzilhada quando precisou mudar o endereço da loja, em novembro do ano passado. “Tinha que arranjar um jeito de melhorar o movimento e chamar a atenção do povo”, relembra.

“Brasileiro é um povo curioso. Pedir para não é olhar é um convite para olhar”, diverte-se.

Foi um amigo que teve a ideia de usar da ironia para “fazer uma boa propaganda”. “Meu colega disse para colocar a placa avisando para não olhar para a loja, e eu completei com a placa chamando para cortar aqui. Foi bem rápido e espontâneo.”

O investimento foi considerado modesto, R$ 60 pelas duas faixas. Já o retorno para a barbearia foi “gigantesco” segundo Baiano. “[Aumentou] de 30% a 40%. Hoje atendo 12 pessoas por dia, na média”, comemora.

A publicidade criada pelo barbeiro e o amigo, acabou “bombando” nas redes sociais. Pelo menos 18 mil pessoas já compartilharam o vídeo com a propaganda inusitada.

Quem frequenta a barbearia, garante que o bom humor não para na fachada do salão. Um exemplo são os espelhos usados para mostrar o corte de cabelo aos clientes: Baiano colocou adesivo com “chifrinhos” neles.

 

Baiano segurando espelho ‘com chifres’ para cliente (Foto: Wellington Hanna/G1)

“Gosto daqui porque ele é boa pessoa, engraçado e corta [o cabelo] direitinho”, garante o gesseiro Miquele Serafim dos Santos, 27 anos, cliente de Baiano há 7 anos.

O barbeiro diz que não imaginava “viralizar” na web. Mas depois de tanto sucesso, os planos agora são de aumentar o cartaz para chamar ainda mais a atenção de quem passa em frente à loja.

“Semana que vem já vou encomendar uma faixa ainda maior”, afirma.